A cada início das aulas de Língua Portuguesa criamos a "Hora do leitor" para os alunos do 1º Ano Médio. Eles vão à biblioteca, levam o livro para ler em casa e têm a oportunidade de contar a história lida para os colegas. É um momento muito rico, de interação entre os colegas que ficam curiosos para ver a apresentação. Geralmente eles param a história no momento mais interessante deixando a turma empolgada para ir em busca do livro. Também oportunizamos aos alunos escreverem um pequeno texto sobre o livro para ser exposto no mural escolar "Por que eu indico". Nas turmas de
1º ano temos 137 alunos e durante dois meses, eles leram 160 livros. A grande vencedora foi a aluna Cíntia do 1º C, com 12 livros lidos.
Parabéns, meninos e meninas!
domingo, 10 de outubro de 2010
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
Dia do estudante
Hoje a Escola de Referência em Ensino Médio Jarina MAia comemorou o dia do Estudante com uma bela gincana para arrecadar alimentos para as vítimas das enchentes. No momento foram entregues as premiações dos aluos que se destacaram no Projeto Ler é bom, experimente! Foi muito bom ver a alegria de nossos pequenos escritores.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Lançamento do livro
Lançamento: As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente!”
De 12 a 22 de agosto acontece a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e a expectativa é muito grande para chegada desse evento.
Na ocasião, estaremos presente na Bienal com muitas novidades. Entre elas, o lançamento de uma coletânea, escrita por alunos da Rede Pública de Ensino.
A obra intitulada “As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! “, é o resultado do concurso dos estudantes participantes do projeto “Ler é Bom, Experimente!”.
Neste ano o projeto, patrocinado pela Companhia de Seguros Aliança do Brasil, contou com a participação de cem mil estudantes de várias regiões do país.
Os textos foram selecionados por professores e alunos da UNICID – Universidade Cidade de São Paulo e, para enriquecer ainda mais o conteúdo, a obra também trará crônicas de Laé de Souza e Luiz Fernando Verissimo.
Lançamento do Livro
A obra, comercializada pelo preço de custo (R$5,00), será lançada no dia 14 de agosto (sábado), às 16h, no Estande “Projetos de Leitura”, Rua “B” nº 42, na Bienal do Livro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo.
O livro surpreende por trazer textos bem conduzidos e uma série de elementos com grande força de atração, compostos pelos adolescentes e jovens participantes dos Projetos de Leitura. Emoções, paixões, aventuras, encontros, desencontros e muitos sonhos marcam essa obra da Editora Ecoarte.
Participe dessa grande festa! Durante o lançamento o escritor Laé de Souza e os estudantes irão autografar a obra.
Informações: (11) 2743-9491 e 2743-8400 - site http://www.projetosdeleitura.com.br/
De 12 a 22 de agosto acontece a Bienal Internacional do Livro de São Paulo e a expectativa é muito grande para chegada desse evento.
Na ocasião, estaremos presente na Bienal com muitas novidades. Entre elas, o lançamento de uma coletânea, escrita por alunos da Rede Pública de Ensino.
A obra intitulada “As 50 melhores crônicas do Ler é Bom, Experimente! “, é o resultado do concurso dos estudantes participantes do projeto “Ler é Bom, Experimente!”.
Neste ano o projeto, patrocinado pela Companhia de Seguros Aliança do Brasil, contou com a participação de cem mil estudantes de várias regiões do país.
Os textos foram selecionados por professores e alunos da UNICID – Universidade Cidade de São Paulo e, para enriquecer ainda mais o conteúdo, a obra também trará crônicas de Laé de Souza e Luiz Fernando Verissimo.
Lançamento do Livro
A obra, comercializada pelo preço de custo (R$5,00), será lançada no dia 14 de agosto (sábado), às 16h, no Estande “Projetos de Leitura”, Rua “B” nº 42, na Bienal do Livro, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, São Paulo.
O livro surpreende por trazer textos bem conduzidos e uma série de elementos com grande força de atração, compostos pelos adolescentes e jovens participantes dos Projetos de Leitura. Emoções, paixões, aventuras, encontros, desencontros e muitos sonhos marcam essa obra da Editora Ecoarte.
Participe dessa grande festa! Durante o lançamento o escritor Laé de Souza e os estudantes irão autografar a obra.
Informações: (11) 2743-9491 e 2743-8400 - site http://www.projetosdeleitura.com.br/
quinta-feira, 15 de julho de 2010
Mônica
Hoje estamos muito felizes com a seleção do texto "E agora, Orlei?" da aluna Mônica - 1º B - para compor o livro com as 50 melhores crônicas do Brasil a se lançado na Bienal do Livro de São Paulo através do Projeto "Ler é bom, Experimente!" do escritor Laé de Souza. Parabéns, Mônica, estamos orgulhosos!
sexta-feira, 9 de julho de 2010
Amanda Albuquerque do Rêgo – 15 anos – 1º Ensino Médio B
A realização dos sonhos de Dentinho
Depois de muito cansaço, de um dia estressante, dentinho resolve ir para o humilde barraco. Surge um senhor daqueles grã-finos que aparecem na televisão e pede para Dentinho dar uma lavadinha no para-brisa de seu carrão.
Distraído lavando o para-brisa, Dentinho olha para o chão rapidamente e vê um pedaço de papel. Sem compromisso, pega o papel e vê que se trata de um bolão da Mega sena. Ficou muito feliz e correu para o correio mais próximo, falou com a moça do caixa, mostrou o bolão e ela disse:
- Parabéns, você é um homem de sorte! Os 200 mil são todos seus.
Realizou todos os seus sonhos, mas não deixou de ser humilde, amigo. Ajudou os seus amigos do morro e se casou com a mulher dos seus sonhos, fumando cigarro de grã-fino.
Mas depois de muito tempo o senhor, dono do carrão, acordou-lhe e Dentinho, todo assustado, perguntou pelos seus 200 mil e pela sua esposa. E o senhor respondeu que não sabia de nada, que ele teria batido a cabeça e desmaiado.
Dentinho logo percebeu que não passou de um de seus sonhos.
Mônica Soares de Oliveira – 15 anos – 1º Ensino Médio B
E agora, Orlei?
Orlei passou uma semana desconfiado e com peso na consciência. Para diminuir essa culpa, ele levou a mulher ao shopping, aos shows que ela quisesse ir, ao restaurante... tudo para agradá-la.
Sua mulher, aproveitando a situação, pediu a Orlei que a levasse para tomar uma cervejinha em algum bar. Orlei não pensou duas vezes e levou sua mulher para o bar onde aconteceu o “ rala e rola” com Gracelinda.
Chegando lá, orlei toma todas e fica embriagado, e sua mulher, que não é boba nem nada, começa a fazer-lhe perguntas, como “O que você fez na noite em que saiu sozinho, chegando bêbado em casa?” Uma mísera e pequena pergunta levou o pobre Orlei ao fundo do poço. Ele contou tudo, que tinha traído a mulher, o que havia feito no carro para não dar pistas... E, para piorar a situação, Gracelinda chega ao bar, vê Orlei, dá-lhe um beijo. E o pior. Orlei corresponde. Pronto! O barraco “tá” formado!
A mulher de Orlei fica uma fera, vira uma cobra cascavel e bate em Orlei. Depois de muita briga entre os dois, eles vão para casa.
No dia seguinte, com os ânimos mais calmos, ele explicou que nunca viu aquela doida e sua esposa disse que só acreditava se ele tivesse a coragem de ir à casa do Pai Mané para rezá-lo.
Para quem não sabe, Pai Mané era do tipo mentiroso e enrolão, não era pai de santo, e só fingia para ganhar dinheiro.
Chegando lá, Orlei, após ter sido “benzido” e rezado, descobriu que havia entrado na sua alma, o espírito zombeteiro, esse espírito estava tentando derrubar Orlei. “Orlei fez isso sem consciência” disse Pai Mané, e mais, que o remédio era banho de sal grosso.
E a pobre e coitada mulher balançava a cabeça dizendo: “É, Orlei, foi culpa da bebedeira da semana passada”.
Pedro Ferreira de Santana – 14 anos – 1º Ensino Médio B
Maluco Beleza na feira
Num dia qualquer, como todos os dias, o Maluco Beleza resolveu ir à feira comprar uma boa fruta. Chegando lá na feira já fez uma confusão. Ele encontrou um amigo de infância e ele disse:
- Diz, Tartaruga, lembra de mim?
- Lógico, Beleza. Como vou esquecer de você? Está fazendo o que na feira?
- Não interessa, seu Tartaruga Curioso.
- Não me chama de tartaruga, seu Maluco Beleza.
- Ah! Então vá embora da minha frente, seu curioso.
- Curioso não, seu Maluco. Você que é um ignorante.
- Se você disser que eu sou um ignorante, eu vou jogar uma maçã no teu olho.
- Eu não tenho medo de você, seu Beleza.
Então começou a confusão: frutas vão e vêm sem parar.
Depois chegou o segurança e acabou com a confusão e o dono das frutas disse:
- Eu quero receber pelas minhas frutas.
O Maluco Beleza não pensou e correu com o seu amigo e nem pagou as frutas.
O Maluco Beleza nunca mais foi à feira e sempre que vai, vai com um disfarce para ninguém lhe conhecer por causa da confusão.
Bruna Chaves Gomes da Silva – 15 anos – 1º Ensino Médio C
A volta de Anacleto
Já não se ouvia falar no Anacleto, o homem que toda mulher sonhava em ter, antes que o mesmo fugisse com uma desconhecida, deixando sua mulher.
No bairro, acontecia uma grande festa em comemoração ao casamento de Pedro, que todos diziam ser o casamento do ano. Imagina quem era a noiva! Milena, a ex do Anacleto.
Na porta do salão onde os noivos recepcionavam os convidados, parou um carro com alto-falantes. Todos olhavam curiosos e ouviam: “Milena, estou aqui para te falar que eu te amo...” Os convidados ouviam toda a mensagem emocionados, achando que fora o noivo quem havia preparado toda aquela homenagem, quando, para surpresa geral, Anacleto desceu do carro com um lindo buquê, na maior cara de pau.
Pedro, irritado, queria expulsá-lo, mas Milena o impediu, deixando Anacleto acabar seu discurso. Depois que Anacleto terminou sua declaração, Milena pegou o microfone e começou a falar. Falou que não precisaria de um homem que lhe fizesse juras de amor, mas um que a fizesse feliz e não a enganasse.
Foram longas e diretas as palavras de Milena, para a alegria de Pedro (que por sinal, estava se achando).
Anacleto pediu-lhes desculpas, desejando-lhes muita felicidade, saindo arrasado.
Os convidados não se enganaram em dizer que este casamento seria a festa do ano.
Jaqueline Ribeiro Vieira – 14 anos – 1º Ensino Médio c
Apesar dos vícios
Maluco Beleza era um cara que gostava de chamar as crianças pra tomar cerveja e muitas vezes oferecia um cigarro. Não que sua intenção fosse das más, ele apenas queria companhia. Ele não bebia muito, mas fumava demais. Quando não encontrava ninguém pra lhe acompanhar até o bar, chamava seu amigo Clodovil.
Um dia como um daqueles, sabe quando não dá vontade nem de sair de casa? Era um desses. O Maluco Beleza foi pego por um policial chamando crianças pra beber e acabou sendo preso, mas depois que saiu da prisão firme e forte colocou na cabeça que deveria parar de beber e de fumar, e resolveu se internar. Passou muitos meses internado e conseguiu vencer seus vícios. Quando ele voltou, ninguém o reconhecia, não era o mesmo Maluco Beleza.
Mas mesmo depois que conseguiu vencer os vícios, não parou, resolveu ajudar o próximo. Passou a participar de um grupo “Lutando contra os vícios”.
E aí, não acha que é a sua vez?
José Giseilton da Silva – 15 anos – 1º Ensino Médio C
Luandécia
Existia um outro lado de Luandécia (e esse lado poucos conheciam). Ela era fã de Bread Pitt, mas fã mesmo, ela até colecionava mais de mil fotos dele.
Era sexta-feira, dia oito de janeiro, ela estava desempregada e não teve escolha, acabou se casando com um tal de Arselho. Mas a coitada não tinha sorte mesmo! Pouco tempo após se casar com Arselho, descobriu que estava sendo traída. E o pior, com um homem que além de ser homem, horrível, velho, pobre, se chamava Calunga e era colecionador de insetos. Não teve jeito, teve de se separar.
Um certo dia ela acordou com vontade de jogar na Mega Sena e adivinhem... ela ganhou e ficou mais feliz quando descobriu que um garoto jovem e bonito estava a fim dela.
Apressada como só ela, resolveu se juntar a ele, mas esse não a traiu com um homem. Foi pior! Ele sumiu do mapa levando todo o dinheiro dela.
Sem ter outra alternativa teve que se ajoelhar aos pés da antiga patroa para ela aceitá-la mais uma vez como doméstica.
Eduardo da Silva Moura – 15 anos – 1º Ensino Médio D
Dentinho mudando de vida
Dentinho era um pobre menino que morava em um pequeno barraco e vivia só com sua mãe e dois irmãos. Passava o dia todo na rua vendendo balas, chicletes, doces para levar comida para dentro de casa, mas era um menino sonhador que sonhava em trabalhar, comprar um carro ou uma moto, uma casa nova para sua mãe, quando se deparou com uns meninos que iam para a escola. Dentinho parou e pensou: “em vez de estar aqui na rua vendendo doces, podia estar indo pra escola como eles.”
Chegando em casa ele falou pra sua mãe que ia mudar de vida, queria estudar porque vender doce na rua não ia levá-lo a futuro nenhum. Então sua mãe falou:
- Está bem, meu filho.
Ela foi à escola, conversou com a diretora e lhe explicou suas condições. A diretora comovida com a história matriculou Dentinho.
Então dentinho começou a estudar. Assim passou 1, 2, 3, 4, 5...11 anos. Finalmente Dentinho terminou os estudos sem repetir nenhuma série. Como sua mãe não tinha condições de pagar uma faculdade, o dono de uma loja de eletrodomésticos se interessou pela história de dentinho e o empregou.
Dentinho juntou dinheiro e conseguiu uma casa nova para sua mãe. E os outros sonhos ele iria realizar aos poucos.
Juliana do Nascimento Ferreira – 15 anos – 1º Ensino Médio D
Maluco Beleza na lanchonete
O Maluco Beleza resolveu criar o seu próprio negócio. Abriu uma lanchonete de nome “Laser Star” e começou a selecionar os funcionários. Todos os escolhidos foram apelidados, pois o Beleza tinha a mania de colocar alcunha nas outras pessoas.
Eram eles: Baleia 38, Nariz de pica-pau, Sibito Baleado, Porco-espinho e Preguiça Acelerada.
No dia seguinte, ao chegar à lanchonete, o Beleza cochichou com o Preguiça Acelerada:
- Vá até a mesa 9 e me traga o pedido da Libélula Sacudida.
O Beleza não parava de olhar para as pessoas que chegavam. Quando, de repente, como quem não quer nada, o Morumbi, companheiro da Libélula veio perguntar ao Maluco Beleza:
- O que tu “tá” olhando, Mosquito da Dengue?
- Nada não, seu Morumbi.
Então o Morumbi pegou o Beleza, esfregou-o no chão, raspou a cabeça dele e o jogou no meio da rua. Foi assim que os funcionários descobriram que realmente eram apelidados.
Abandonaram o local onde estavam trabalhando e a lanchonete acabou indo à falência. E o maluco beleza acabou ficando desempregado novamente.
Raiane Lima de Almeida – 14 anos – 1º Ensino Médio D
Esmeraldo, o menino que não sabia ler
Esmeraldo era um aluno da primeira série, o único da sala que não sabia ler. Motivo de chacota pros colegas da turma.
Certa vez a professora resolveu dar-lhe mais uma chance, pois sabia que ele era capaz, só não cumpria seus deveres porque tinha muitas dificuldades, uma delas era não saber ler.
Ele tentava, seus pais insistiam e às vezes o obrigavam, mas nada saía.
Esmeraldo desanimado não queria estudar, mas seus pais mais uma vez o obrigavam. Ele chorava. Sua professora o chamou para uma conversa e no diálogo descobriu que ele tinha uma doença chamada “dislexia”.
A professora chamou seus pais que logo depois da conversa levaram-no ao médico que confirmou a doença, mas animando a criança disse que tinha uma solução; um tratamento.
Esmeraldo ficou esperançoso e já pensava no que queria fazer quando conseguisse ler.
A realização dos sonhos de Dentinho
Depois de muito cansaço, de um dia estressante, dentinho resolve ir para o humilde barraco. Surge um senhor daqueles grã-finos que aparecem na televisão e pede para Dentinho dar uma lavadinha no para-brisa de seu carrão.
Distraído lavando o para-brisa, Dentinho olha para o chão rapidamente e vê um pedaço de papel. Sem compromisso, pega o papel e vê que se trata de um bolão da Mega sena. Ficou muito feliz e correu para o correio mais próximo, falou com a moça do caixa, mostrou o bolão e ela disse:
- Parabéns, você é um homem de sorte! Os 200 mil são todos seus.
Realizou todos os seus sonhos, mas não deixou de ser humilde, amigo. Ajudou os seus amigos do morro e se casou com a mulher dos seus sonhos, fumando cigarro de grã-fino.
Mas depois de muito tempo o senhor, dono do carrão, acordou-lhe e Dentinho, todo assustado, perguntou pelos seus 200 mil e pela sua esposa. E o senhor respondeu que não sabia de nada, que ele teria batido a cabeça e desmaiado.
Dentinho logo percebeu que não passou de um de seus sonhos.
Mônica Soares de Oliveira – 15 anos – 1º Ensino Médio B
E agora, Orlei?
Orlei passou uma semana desconfiado e com peso na consciência. Para diminuir essa culpa, ele levou a mulher ao shopping, aos shows que ela quisesse ir, ao restaurante... tudo para agradá-la.
Sua mulher, aproveitando a situação, pediu a Orlei que a levasse para tomar uma cervejinha em algum bar. Orlei não pensou duas vezes e levou sua mulher para o bar onde aconteceu o “ rala e rola” com Gracelinda.
Chegando lá, orlei toma todas e fica embriagado, e sua mulher, que não é boba nem nada, começa a fazer-lhe perguntas, como “O que você fez na noite em que saiu sozinho, chegando bêbado em casa?” Uma mísera e pequena pergunta levou o pobre Orlei ao fundo do poço. Ele contou tudo, que tinha traído a mulher, o que havia feito no carro para não dar pistas... E, para piorar a situação, Gracelinda chega ao bar, vê Orlei, dá-lhe um beijo. E o pior. Orlei corresponde. Pronto! O barraco “tá” formado!
A mulher de Orlei fica uma fera, vira uma cobra cascavel e bate em Orlei. Depois de muita briga entre os dois, eles vão para casa.
No dia seguinte, com os ânimos mais calmos, ele explicou que nunca viu aquela doida e sua esposa disse que só acreditava se ele tivesse a coragem de ir à casa do Pai Mané para rezá-lo.
Para quem não sabe, Pai Mané era do tipo mentiroso e enrolão, não era pai de santo, e só fingia para ganhar dinheiro.
Chegando lá, Orlei, após ter sido “benzido” e rezado, descobriu que havia entrado na sua alma, o espírito zombeteiro, esse espírito estava tentando derrubar Orlei. “Orlei fez isso sem consciência” disse Pai Mané, e mais, que o remédio era banho de sal grosso.
E a pobre e coitada mulher balançava a cabeça dizendo: “É, Orlei, foi culpa da bebedeira da semana passada”.
Pedro Ferreira de Santana – 14 anos – 1º Ensino Médio B
Maluco Beleza na feira
Num dia qualquer, como todos os dias, o Maluco Beleza resolveu ir à feira comprar uma boa fruta. Chegando lá na feira já fez uma confusão. Ele encontrou um amigo de infância e ele disse:
- Diz, Tartaruga, lembra de mim?
- Lógico, Beleza. Como vou esquecer de você? Está fazendo o que na feira?
- Não interessa, seu Tartaruga Curioso.
- Não me chama de tartaruga, seu Maluco Beleza.
- Ah! Então vá embora da minha frente, seu curioso.
- Curioso não, seu Maluco. Você que é um ignorante.
- Se você disser que eu sou um ignorante, eu vou jogar uma maçã no teu olho.
- Eu não tenho medo de você, seu Beleza.
Então começou a confusão: frutas vão e vêm sem parar.
Depois chegou o segurança e acabou com a confusão e o dono das frutas disse:
- Eu quero receber pelas minhas frutas.
O Maluco Beleza não pensou e correu com o seu amigo e nem pagou as frutas.
O Maluco Beleza nunca mais foi à feira e sempre que vai, vai com um disfarce para ninguém lhe conhecer por causa da confusão.
Bruna Chaves Gomes da Silva – 15 anos – 1º Ensino Médio C
A volta de Anacleto
Já não se ouvia falar no Anacleto, o homem que toda mulher sonhava em ter, antes que o mesmo fugisse com uma desconhecida, deixando sua mulher.
No bairro, acontecia uma grande festa em comemoração ao casamento de Pedro, que todos diziam ser o casamento do ano. Imagina quem era a noiva! Milena, a ex do Anacleto.
Na porta do salão onde os noivos recepcionavam os convidados, parou um carro com alto-falantes. Todos olhavam curiosos e ouviam: “Milena, estou aqui para te falar que eu te amo...” Os convidados ouviam toda a mensagem emocionados, achando que fora o noivo quem havia preparado toda aquela homenagem, quando, para surpresa geral, Anacleto desceu do carro com um lindo buquê, na maior cara de pau.
Pedro, irritado, queria expulsá-lo, mas Milena o impediu, deixando Anacleto acabar seu discurso. Depois que Anacleto terminou sua declaração, Milena pegou o microfone e começou a falar. Falou que não precisaria de um homem que lhe fizesse juras de amor, mas um que a fizesse feliz e não a enganasse.
Foram longas e diretas as palavras de Milena, para a alegria de Pedro (que por sinal, estava se achando).
Anacleto pediu-lhes desculpas, desejando-lhes muita felicidade, saindo arrasado.
Os convidados não se enganaram em dizer que este casamento seria a festa do ano.
Jaqueline Ribeiro Vieira – 14 anos – 1º Ensino Médio c
Apesar dos vícios
Maluco Beleza era um cara que gostava de chamar as crianças pra tomar cerveja e muitas vezes oferecia um cigarro. Não que sua intenção fosse das más, ele apenas queria companhia. Ele não bebia muito, mas fumava demais. Quando não encontrava ninguém pra lhe acompanhar até o bar, chamava seu amigo Clodovil.
Um dia como um daqueles, sabe quando não dá vontade nem de sair de casa? Era um desses. O Maluco Beleza foi pego por um policial chamando crianças pra beber e acabou sendo preso, mas depois que saiu da prisão firme e forte colocou na cabeça que deveria parar de beber e de fumar, e resolveu se internar. Passou muitos meses internado e conseguiu vencer seus vícios. Quando ele voltou, ninguém o reconhecia, não era o mesmo Maluco Beleza.
Mas mesmo depois que conseguiu vencer os vícios, não parou, resolveu ajudar o próximo. Passou a participar de um grupo “Lutando contra os vícios”.
E aí, não acha que é a sua vez?
José Giseilton da Silva – 15 anos – 1º Ensino Médio C
Luandécia
Existia um outro lado de Luandécia (e esse lado poucos conheciam). Ela era fã de Bread Pitt, mas fã mesmo, ela até colecionava mais de mil fotos dele.
Era sexta-feira, dia oito de janeiro, ela estava desempregada e não teve escolha, acabou se casando com um tal de Arselho. Mas a coitada não tinha sorte mesmo! Pouco tempo após se casar com Arselho, descobriu que estava sendo traída. E o pior, com um homem que além de ser homem, horrível, velho, pobre, se chamava Calunga e era colecionador de insetos. Não teve jeito, teve de se separar.
Um certo dia ela acordou com vontade de jogar na Mega Sena e adivinhem... ela ganhou e ficou mais feliz quando descobriu que um garoto jovem e bonito estava a fim dela.
Apressada como só ela, resolveu se juntar a ele, mas esse não a traiu com um homem. Foi pior! Ele sumiu do mapa levando todo o dinheiro dela.
Sem ter outra alternativa teve que se ajoelhar aos pés da antiga patroa para ela aceitá-la mais uma vez como doméstica.
Eduardo da Silva Moura – 15 anos – 1º Ensino Médio D
Dentinho mudando de vida
Dentinho era um pobre menino que morava em um pequeno barraco e vivia só com sua mãe e dois irmãos. Passava o dia todo na rua vendendo balas, chicletes, doces para levar comida para dentro de casa, mas era um menino sonhador que sonhava em trabalhar, comprar um carro ou uma moto, uma casa nova para sua mãe, quando se deparou com uns meninos que iam para a escola. Dentinho parou e pensou: “em vez de estar aqui na rua vendendo doces, podia estar indo pra escola como eles.”
Chegando em casa ele falou pra sua mãe que ia mudar de vida, queria estudar porque vender doce na rua não ia levá-lo a futuro nenhum. Então sua mãe falou:
- Está bem, meu filho.
Ela foi à escola, conversou com a diretora e lhe explicou suas condições. A diretora comovida com a história matriculou Dentinho.
Então dentinho começou a estudar. Assim passou 1, 2, 3, 4, 5...11 anos. Finalmente Dentinho terminou os estudos sem repetir nenhuma série. Como sua mãe não tinha condições de pagar uma faculdade, o dono de uma loja de eletrodomésticos se interessou pela história de dentinho e o empregou.
Dentinho juntou dinheiro e conseguiu uma casa nova para sua mãe. E os outros sonhos ele iria realizar aos poucos.
Juliana do Nascimento Ferreira – 15 anos – 1º Ensino Médio D
Maluco Beleza na lanchonete
O Maluco Beleza resolveu criar o seu próprio negócio. Abriu uma lanchonete de nome “Laser Star” e começou a selecionar os funcionários. Todos os escolhidos foram apelidados, pois o Beleza tinha a mania de colocar alcunha nas outras pessoas.
Eram eles: Baleia 38, Nariz de pica-pau, Sibito Baleado, Porco-espinho e Preguiça Acelerada.
No dia seguinte, ao chegar à lanchonete, o Beleza cochichou com o Preguiça Acelerada:
- Vá até a mesa 9 e me traga o pedido da Libélula Sacudida.
O Beleza não parava de olhar para as pessoas que chegavam. Quando, de repente, como quem não quer nada, o Morumbi, companheiro da Libélula veio perguntar ao Maluco Beleza:
- O que tu “tá” olhando, Mosquito da Dengue?
- Nada não, seu Morumbi.
Então o Morumbi pegou o Beleza, esfregou-o no chão, raspou a cabeça dele e o jogou no meio da rua. Foi assim que os funcionários descobriram que realmente eram apelidados.
Abandonaram o local onde estavam trabalhando e a lanchonete acabou indo à falência. E o maluco beleza acabou ficando desempregado novamente.
Raiane Lima de Almeida – 14 anos – 1º Ensino Médio D
Esmeraldo, o menino que não sabia ler
Esmeraldo era um aluno da primeira série, o único da sala que não sabia ler. Motivo de chacota pros colegas da turma.
Certa vez a professora resolveu dar-lhe mais uma chance, pois sabia que ele era capaz, só não cumpria seus deveres porque tinha muitas dificuldades, uma delas era não saber ler.
Ele tentava, seus pais insistiam e às vezes o obrigavam, mas nada saía.
Esmeraldo desanimado não queria estudar, mas seus pais mais uma vez o obrigavam. Ele chorava. Sua professora o chamou para uma conversa e no diálogo descobriu que ele tinha uma doença chamada “dislexia”.
A professora chamou seus pais que logo depois da conversa levaram-no ao médico que confirmou a doença, mas animando a criança disse que tinha uma solução; um tratamento.
Esmeraldo ficou esperançoso e já pensava no que queria fazer quando conseguisse ler.
Greyse Kelly do Nascimento Barbosa da costa – 15 anos – 1º Ens. Médio A
O amor não correspondido
Tudo começou quando Luandécia mudou de cidade e foi estudar no Colégio Nossa Senhora do Amparo. Luandécia era uma pessoa muito querida no Colégio, e, com isso, conseguiu despertar o interesse de Raffael.
Raffael estava louco para ficar com Luandécia, mas não sabia se conseguiria muita coisa, por isso pediu ajuda de Sophia, melhor amiga de Luandécia.
Sophia no começo achou melhor não ajudar Raffael pois ele era conhecido por sua fama de conquistador, mas depois mudou de idéia e falou com Luandécia, que, por sua vez, aceitou.
Depois de alguns meses ficando com Raffael, Luandécia descobre que ele está lhe traindo e resolve acabar. Mas o amor de Luandécia por Raffael é maior que a traição e resolve voltar com ele.
Dias depois Sophia descobre que Raffael havia traído Luandécia com Cleciane, sua amiga, e vai falar com Luandécia. Ela ficou decepcionada com Raffael e acaba tudo.
Por sorte Luandécia conhece Michael e acaba namorando com ele. Raffael vai tirar satisfação com ela:
- Luandécia, como você tem coragem de estar namorando aquele bobo do Michael?
- Olhe o respeito com Michael, pois você não é metade do que ele é. E agora que estou feliz, você quer voltar?
- Me desculpa, estou tão arrependido, me dá outra chance, meu amor!
- Não! E seja muito feliz!
O amor não correspondido
Tudo começou quando Luandécia mudou de cidade e foi estudar no Colégio Nossa Senhora do Amparo. Luandécia era uma pessoa muito querida no Colégio, e, com isso, conseguiu despertar o interesse de Raffael.
Raffael estava louco para ficar com Luandécia, mas não sabia se conseguiria muita coisa, por isso pediu ajuda de Sophia, melhor amiga de Luandécia.
Sophia no começo achou melhor não ajudar Raffael pois ele era conhecido por sua fama de conquistador, mas depois mudou de idéia e falou com Luandécia, que, por sua vez, aceitou.
Depois de alguns meses ficando com Raffael, Luandécia descobre que ele está lhe traindo e resolve acabar. Mas o amor de Luandécia por Raffael é maior que a traição e resolve voltar com ele.
Dias depois Sophia descobre que Raffael havia traído Luandécia com Cleciane, sua amiga, e vai falar com Luandécia. Ela ficou decepcionada com Raffael e acaba tudo.
Por sorte Luandécia conhece Michael e acaba namorando com ele. Raffael vai tirar satisfação com ela:
- Luandécia, como você tem coragem de estar namorando aquele bobo do Michael?
- Olhe o respeito com Michael, pois você não é metade do que ele é. E agora que estou feliz, você quer voltar?
- Me desculpa, estou tão arrependido, me dá outra chance, meu amor!
- Não! E seja muito feliz!
Cleciane Fernanda da Silva Salvador – 14 anos – 1º Ensino Médio A
Líder Luandécia
Logo após ter voltado a estudar, Luandécia, aos poucos, foi colocando idéias malucas na cabeça: uma vez ela mandou mantimentos para as pessoas do Nordeste com o dinheiro dos patrões. Mas a maior de todas as suas idéias foi que mudou totalmente a vida dela. Além de dizer diretamente à sua patroa Dona Adélia que estava indo combater junto aos conterrâneos e não sabia se voltaria pois queria liderar um grupo de saque, ainda disse que nunca mais esqueceria da patroa se ele lhe desse um adiantamento para comprar sua passagem.
Dona Adélia já não entendia o que se passava na cabeça de Luandécia para chegar a tal ponto, mas decidiu deixá-la partir. Deu-lhe o adiantamento e uma quantia a mais para poder sobreviver por um tempo lá fora. Depois da partida de Luandécia, Dona Adélia ficou a imaginar: Luandécia saindo à luta para alimentar milhares de famintos, virar líder do MST, e ainda sair em jornais e revistas como heroína, ou até chegar a fracassar com tal idéia, acabar sofrendo com tudo aquilo e voltar decepcionada. É, ela realmente não sabia o que pensar a respeito de Luandécia. Mas Dona Adélia não estava errada, pois seis meses após a partida de Luandécia saiu em jornais de todo o país o anúncio da nova representante do MST.
E assim passaram-se anos e o MST ia evoluindo mais e reconhecido em todo o país, graças à sua líder Luandécia, mas quem não os aceitava era o governo e sempre discordava de tudo.
Mas, foi no dia 12 de agosto do ano de 2007 que o país silenciou, pois a líder Luandécia foi encontrada morta, por sua filhinha de apenas 5 anos. Após
dois meses de sua morte, investigações feitas descobriram que os assassinos de Luandécia eram dois membros do MST.
Hoje, Luandécia é lembrada como uma heroína pois mudou a vida de muita gente. E Dona Adélia nunca mais esquecerá daquela empregada sonhadora que, com apenas sua humildade, salvou vidas.
Líder Luandécia
Logo após ter voltado a estudar, Luandécia, aos poucos, foi colocando idéias malucas na cabeça: uma vez ela mandou mantimentos para as pessoas do Nordeste com o dinheiro dos patrões. Mas a maior de todas as suas idéias foi que mudou totalmente a vida dela. Além de dizer diretamente à sua patroa Dona Adélia que estava indo combater junto aos conterrâneos e não sabia se voltaria pois queria liderar um grupo de saque, ainda disse que nunca mais esqueceria da patroa se ele lhe desse um adiantamento para comprar sua passagem.
Dona Adélia já não entendia o que se passava na cabeça de Luandécia para chegar a tal ponto, mas decidiu deixá-la partir. Deu-lhe o adiantamento e uma quantia a mais para poder sobreviver por um tempo lá fora. Depois da partida de Luandécia, Dona Adélia ficou a imaginar: Luandécia saindo à luta para alimentar milhares de famintos, virar líder do MST, e ainda sair em jornais e revistas como heroína, ou até chegar a fracassar com tal idéia, acabar sofrendo com tudo aquilo e voltar decepcionada. É, ela realmente não sabia o que pensar a respeito de Luandécia. Mas Dona Adélia não estava errada, pois seis meses após a partida de Luandécia saiu em jornais de todo o país o anúncio da nova representante do MST.
E assim passaram-se anos e o MST ia evoluindo mais e reconhecido em todo o país, graças à sua líder Luandécia, mas quem não os aceitava era o governo e sempre discordava de tudo.
Mas, foi no dia 12 de agosto do ano de 2007 que o país silenciou, pois a líder Luandécia foi encontrada morta, por sua filhinha de apenas 5 anos. Após
dois meses de sua morte, investigações feitas descobriram que os assassinos de Luandécia eram dois membros do MST.
Hoje, Luandécia é lembrada como uma heroína pois mudou a vida de muita gente. E Dona Adélia nunca mais esquecerá daquela empregada sonhadora que, com apenas sua humildade, salvou vidas.
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